O cinema criado 100% por IA já é real. E agora?

Filmes totalmente feitos por IA não são mais coisa de ficção científica – e isso aconteceu mais rápido do que muita gente imaginava.

Não, não estou falando de vídeo curto genérico no TikTok ou de experimento audiovisual. São longas-metragens de 90 minutos ou mais, com personagens, narrativa e visual consistentes ao longo de toda a obra.

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Esses filmes começaram a aparecer nos festivais – seja nos mercados, onde são negociados com distribuidores e plataformas, ou até como parte da programação.

A mudança já está impactando séries de animação também. A Amazon já encomendou três.

Tudo por uma fração do orçamento e do tempo de uma produção convencional, com equipes extremamente enxutas. Um desses novos filmes, por exemplo, é baseado em fatos aterradores e reais que ocorreram neste ano – algo que o cinema tradicional dificilmente conseguiria colocar de pé tão rápido.

A tecnologia segue evoluindo mais rápido do que o debate consegue acompanhar.

As respostas não são simples, e envolvem streamings, festivais, YouTube, data centers, direitos autorais e uma pergunta que a atriz Tilda Swinton levantou diante de uma plateia lotada no Festival de Cannes.

Na coluna desta semana da Na Sua Tela, no UOL, conto o que move esse debate sobre séries e filmes feitos por IA – e trago os trailers dois dois longas para quem quiser ver com os próprios olhos o estágio atual da inteligência artificial generativa no audiovisual.

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