Durante anos, a televisão foi tratada como um problema que o streaming veio resolver. Grade de programação, horário fixo, espera entre episódios, intervalos comerciais. A Netflix construiu seu império justamente rompendo com essa lógica.
Agora, porém, chegou a hora de iniciar uma contrarrevolução contra si mesma.
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No balanço financeiro divulgado nesta semana, a empresa reforçou que quer ser vista como uma plataforma de entretenimento, não apenas como um serviço de streaming. Também projetou quase dobrar a receita com publicidade em 2026.
Só que Wall Street continua desconfiada dessa estratégia da Netflix.
O tempo assistido cresceu apenas 2% no primeiro semestre. A Bloomberg identificou uma queda expressiva na audiência de segundas temporadas de séries que estrearam como grandes sucessos. E a Netflix decidiu que o What We Watched, relatório criado justamente para dar transparência sobre a audiência da plataforma, deixará de acompanhar a divulgação dos resultados financeiros.
Esse é o lado visível de uma mudança que precisa ser maior.
Esportes ao vivo, podcasts, vídeos curtos… E agora, esquenta também a possibilidade de canais lineares. Tudo isso parece apontar para uma empresa que tenta resolver um problema novo. Na minha leitura, essa mudança não termina na distribuição: ela precisa chegar também às séries de ficção originais.
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Na coluna desta semana, argumento que a Netflix iniciou a própria contrarrevolução. Não porque o streaming fracassou, mas porque algumas soluções da velha televisão talvez façam mais sentido hoje do que a empresa gostaria de admitir.
O texto completo sobre a nova estratégia da Netflix está na coluna Na Sua Tela, no UOL. Leia clicando aqui.
