Enquanto procuradores-gerais de 12 estados americanos descrevem fusão Warner-Paramount como poderosa demais, Wall Street enxerga exatamente o oposto: uma empresa que pode nascer com uma dívida tão grande que terá pouquíssima margem para errar.
Curiosamente, um lado não contradiz o outro.
Em uma ação na Justiça contra a aquisição, iniciada ontem (13), as procuradorias de 12 estados — incluindo a Califórnia — afirmam que a empresa combinada concentraria mais de um quarto de toda a receita gerada por grandes lançamentos de cinema e canais básicos de TV por assinatura nos Estados Unidos.
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A Paramount, claro, respondeu: disse que barrar a união protege justamente quem hoje ameaça o mercado, que são a Netflix e as big techs.
Mas será que se tornar cada vez maior é a resposta?
No meio dessa disputa, tem um detalhe importante. Se a aquisição não for concluída até 30 de setembro, a Paramount começa a pagar uma compensação trimestral aos acionistas da Warner. Estamos falando de cerca de US$ 7,1 milhões por dia.
E isso acontece justamente quando a futura companhia já deverá nascer com cerca de US$ 80 bilhões em dívida.
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É por isso que o principal risco talvez nem seja perder a ação dos procuradores. Basta que ela demore. Porque, nesse caso, o relógio passa a custar dezenas de milhões de dólares para uma empresa que deve nascer financeiramente sufocada.
Na minha nova coluna, explico por que reguladores e investidores enxergam essa fusão por lados diferentes — e por que uma operação desenhada para salvar Hollywood pode acabar começando muito pressionada.
O texto completa sobre esta nova etapa da fusão Warner-Paramount está em Na Sua Tela, no UOL. Leia clicando aqui.
