Enquanto se discutia a importância — ou não — do delay nas transmissões da Copa do Mundo, isso aconteceu na primeira rodada do torneio:
- O arqueiro Vozinha fechou o gol de Cabo Verde e garantiu um empate histórico contra a Espanha. Com isso, viralizou e saltou de 50 mil para (até aqui) 13,4 milhões de seguidores;
- Messi bateu o recorde de Copas disputadas no gramado (seis), marcou seu primeiro hat-trick no torneio e alcançou a marca de 16 gols em mundiais (igualando o feito de Miroslav Klose);
- Cristiano Ronaldo também entrou em campo para a sua sexta Copa do Mundo, teve atuação discreta e assistiu ao Congo marcar seu primeiro gol e conquistar seu primeiro ponto na história da competição.
Tudo isso sem atrazo algum para a TV aberta – simplesmente porque os jogos foram exclusivos da CazéTV no YouTube, Disney+ e Amazon Prime Video.
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Por conta de sua estratégia para o torneio e das restrições impostas pelo sublicenciamento, Globo e SBT não exibiram essas partidas.

Não se trata de dizer qual modelo é melhor. E o tal “delay zero” nem existe, como já expliquei. A questão é outra: para onde está se movendo o pêndulo da mídia.
Dito isso, a CazéTV ainda tem problemas. A qualidade da cobertura é irregular e há espaço para evoluir – o que é normal para um canal com apenas três anos e meio de existência que já ocupa posição de destaque em eventos globais como a Copa do Mundo.
Uma coisa é certa: meu pai gosta do Casimiro. E ele, no alto de seus 72 anos, é exigente e chato — tenho a quem puxar. O selo de aprovação do sr. Hoover não é uma metodologia científica, mas diz muita coisa sobre o Cazé e o seu canal.
