A indústria cinematográfica se acostumou a comemorar o “melhor resultado desde a pandemia”. Agora, finalmente pode parar. A bilheteria de Hollywood em 2026 fechou o verão como a melhor da história do cinema nos Estados Unidos e no Canadá, em valores nominais — superando, ainda que por pouco, a marca de 2013. A Rentrak aponta crescimento de 26% na arrecadação dos dois países sobre o ano passado.
Se você já viu esse número passar pelo feed, ótimo. Se ainda não, vale olhar para o que está por trás dele – e responder a pergunta: o público realmente voltou ao cinema?
Há diversos acertos e tropeços que ajudam a explicar o momento. “Homem-Aranha: Um Novo Dia” e “A Odisseia” viraram fenômenos culturais antes mesmo de encerrar suas carreiras nas bilheterias. O filme de Christopher Nolan, inclusive, levou público a disputar lugares em salas IMAX de 70 mm só para assistir “da forma como Nolan idealizou”.
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Enquanto isso, “Obsessão” e “Backrooms: Um Não Lugar” mostraram que ainda dá para sair da cultura do YouTube, carregar uma base própria de fãs e ganhar escala na tela grande.
Do outro lado, a Warner Bros. levou o maior tombo entre os grandes estúdios, com “Supergirl” e “Mortal Kombat II” entre os principais tropeços da temporada. A Amazon MGM também errou a mão com “Mestres do Universo”: apostou em um herói que, ao contrário do Homem-Aranha, nunca criou a mesma lealdade entre gerações nos Estados Unidos — virou cult por aqui, no Brasil, mas isso não bastou para salvar a bilheteria.
E ainda tem um movimento que pode dizer bastante sobre o que vem pela frente: o affair recente entre Netflix e Warner Bros. Discovery pode ter mudado de vez a relação da gigante do streaming com o cinema. Segundo a Variety, a empresa vai passar a divulgar a bilheteria de filmes como “Nárnia: O Sobrinho do Mago”, que ficará quase 50 dias em exclusividade nas salas antes de estrear no streaming.
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