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Com GloboPop, Globo entra de vez na disputa pela atenção no celular

Quando foi a última vez que você abriu um app sem saber exatamente o que queria assistir, querendo apenas matar o tédio? Essa é uma das disputas mais relevantes do entretenimento hoje — e é exatamente nela que a Globo está entrando.

Nesta segunda, 13, a empresa lança oficialmente o GloboPop, seu novo app de vídeos verticais curtos, pensado para ocupar aqueles momentos fragmentados do dia em que a gente não está buscando nada específico, mas ainda assim pega o celular para ver alguma coisa. 

Uma disputa por um espaço que hoje está cada vez mais central: o tempo ocioso, distribuído ao longo do dia, na palma da mão.

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Novelinha da Carminha é uma das atrações do GloboPop (imagem: divulgação / Globo)
Novelinha da Carminha é uma das atrações do GloboPop (imagem: divulgação / Globo)

Em entrevista exclusiva, Rodolfo Bastos e Patricia Fontes afirmam que o movimento passa menos por competir diretamente com TikTok ou Instagram e mais por construir um ambiente próprio, com curadoria e controle sobre conteúdo, criadores e distribuição. Não é uma rede social aberta — ninguém pode simplesmente postar — mas também não é só mais um braço do streaming tradicional.

Ao mesmo tempo, o GloboPop não nasce do zero. Ele organiza algo que já vinha acontecendo dentro da própria Globo, com vídeos curtos espalhados por diferentes plataformas e formatos. A diferença é concentrar isso em um único lugar, com algoritmo, feed contínuo e uma estratégia que mistura conteúdo próprio, criadores licenciados e talentos da casa.

É aí que a história fica mais interessante. Porque, no fim, tudo isso é sobre quem controla a atenção — e, principalmente, quem monetiza ela. Enquanto plataformas como YouTube, TikTok e Meta estruturaram esse modelo com criadores independentes e divisão de receita, a Globo tenta um caminho diferente: manter o controle do ambiente, das marcas e da relação com quem produz.

A pergunta é simples, mas decisiva: dá para disputar a lógica das plataformas jogando com regras próprias?

Escrevi sobre isso na coluna Na Sua Tela desta semana, no UOL. Leia clicando aqui.