Globo anuncia Ge TV, novo canal grátis de “entretenimento esportivo”

Agora é oficial: depois de muita antecipação, a Globo anunciou nesta sexta, 29, a Ge TV, que chega para bater de frente com a CazéTV no que eles estão chamando de “entretenimento esportivo”.

A estreia será em 4 de setembro, no jogo da nossa Seleção masculina contra o Chile, no Maracanã. Estão confirmadas as estreias de Mariana Spinelli (que veio da ESPN), Luana Maluf (ex-Amazon Prime Video), Jorge Iggor e Bruno Formiga (ambos ex-TNT Sports). Fred Bruno, Sofia Arruda Miranda e André Balada também farão parte do time.

Mas a novidade não é só essa.

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O grupo informou que a Ge TV terá atrações como Copa Libertadores, Brasileirão Série A, Copa do Brasil, Supercopa do Brasil, seleções brasileira masculina e feminina, Brasileiro Feminino Série A, além de NFL e Liga das Nações de Vôlei.

A transmissão será 100% grátis, pelo YouTube e em formato de canal FAST (linear) na Samsung TV Plus, Globoplay e Claro – e, em breve, também nas TVs da LG e TCL.

Primeira imagem do elenco da GE TV, com Jordana Araújo, Bruno Formiga, Mariana Spinelli, Jorge Iggor, Sofia Miranda, André Balada, Fred Bruno e Luana Maluf
Primeira imagem do elenco da GE TV, com Jordana Araújo, Bruno Formiga, Mariana Spinelli, Jorge Iggor, Sofia Miranda, André Balada, Fred Bruno e Luana Maluf

Na prática, é um modelo de distribuição bem parecido com o da própria CazéTV – que, vale lembrar, também está no Amazon Prime Video e Disney+.

No papel, a Globo está fazendo tudo certo. Mas há duas questões que destaquei na minha coluna desta semana no UOL: eles precisam dar liberdade para que as estrelas mantenham sua linguagem e irreverência, e também oferecer atrações de peso para o canal. Afinal, a CazéTV tem Copa do Mundo, Olimpíada e muito mais em seu portfólio.

De nada adianta, por exemplo, ter os direitos da Libertadores e exibir apenas partidas de menor importância. Contudo, transmitir a nossa Seleção na estreia é um bom sinal nesse sentido.

Resta saber se ainda dá tempo de reconquistar o público jovem perdido.

No fim das contas, quem sai ganhando é o espectador jovem adulto: mais opções – grátis – e do jeito que eles querem ver.

Seja como for, toda essa disputa já tem um vencedor: o Google, dono do YouTube.