A estratégia de “O Agente Secreto” em busca do Oscar

O Oscar não é ganho quando se abre o envelope, na noite da cerimônia. A vitória é construída ao longo de meses — em festivais estratégicos, no timing certo, no corpo a corpo com votantes e em campanhas que funcionam quase como uma partida de xadrez.

Com quatro indicações, “O Agente Secreto” igualou um marco histórico do cinema brasileiro. Mas você sabe como funciona esse jogo de xadrez para levar um filme a figurar entre os melhores do ano — e, quem sabe, conquistar uma ou mais estatuetas na maior premiação do cinema mundial?

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Tudo começou com a estreia em Cannes, passa pela circulação em festivais-chave como Toronto e Telluride, pela entrada de um distribuidor experiente nos EUA e por uma presença intensa de Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho em entrevistas, sessões de Q&A e eventos voltados aos membros da Academia que votam no Oscar. Uma maratona que só acaba em março. 

Isso acontece porque poucos votantes assistem a centenas de filmes por conta própria. A campanha existe justamente para colocar um título em evidência e diante do eleitor certo, no momento certo — e evitar erros comuns, como queimar a largada ou desaparecer cedo demais da conversa.

Na minha coluna desta semana no UOL, explico — com a ajuda de Felipe Haurelhuk — como funciona essa engrenagem do Oscar, por que “O Agente Secreto” executou bem esse jogo, quais fatores pesam na votação final e como a atual composição da Academia ajuda a entender a presença recorde de filmes em língua não inglesa — e de equipes mais diversas — entre os indicados.

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