Numa noite de 2019, mais gente assinou o Amazon Prime do que em qualquer outro dia da história da empresa no Reino Unido — incluindo o Natal. O motivo foi o esporte ao vivo. Era a estreia da Premier League no Prime Video.
Gustavo Coelho, diretor de Esportes para a América Latina da plataforma de streaming, revelou essa curiosidade na Cidade do México, onde conversei com ele sobre a lógica por trás desses investimentos. Isso aconteceu horas depois de a Amazon anunciar mais de US$ 2 bilhões (R$ 10,3 bilhões) em conteúdo para a região até 2030, incluindo esportes ao vivo.
A explicação é que a conta da Amazon é diferente daquela feita por uma empresa tradicional de mídia, como a Globo. “O Prime Video, na verdade, ele não é mais do que um benefício do Amazon Prime”, disse Coelho.
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Ou seja: quem chega para assistir a futebol, basquete ou qualquer outro esporte não entra apenas em um streaming. Entra num pacote que inclui frete grátis, Amazon Music e outros serviços da companhia — e o esporte pode ajudar a levar esse consumidor para o restante do ecossistema.
É por isso que, para Coelho, “esportes são parte central da estratégia do Prime Video”. Segundo ele, as transmissões fazem “com que mais gente convirja para o nosso serviço do que em qualquer outro lugar”.
Os números ajudam a dimensionar esse efeito. Em 2025, 30 partidas do futebol brasileiro exibidas pela plataforma superaram a marca de 1 milhão de domicílios. Em apenas oito meses de 2026, as transmissões esportivas ao vivo do Prime Video já chegaram a 20 milhões de lares na América Latina — mais do que em todo o ano passado — e alcançaram um público estimado de 60 milhões de fãs na região.
Na conversa, perguntei também a Coelho quanto dos US$ 2 bilhões anunciados irá para esportes, como está a relação da Amazon com as ligas do Brasileirão, por que CazéTV, Premiere, HBO Max, Apple TV e outros serviços também entram nessa conta e muito mais.
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