Em novembro, fui o primeiro a noticiar o fechamento do Teatro Procópio Ferreira, que está sob risco de demolição. Nos últimos dias, viralizou nas redes uma imagem falsa, gerada por IA, que mostraria o teatro sendo derrubado — o que não é, ao menos por enquanto, verdade.
Por isso, vale retomar a reportagem que fiz no ano passado e publicada na minha coluna no UOL, a Na Sua Tela.
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Após quase 80 anos de existência, o Teatro Procópio Ferreira foi fechado sem qualquer aviso prévio, em meados de 2025 – isso em meio ao interesse do mercado imobiliário no terreno, que quer a construção de um grande empreendimento no local.

O terreno está inserido em um imbróglio patrimonial mais amplo, envolvendo disputas de sucessão familiar, herdeiros, condenações e decisões judiciais acumuladas ao longo dos anos. Esse cenário mantém o imóvel sem uma definição clara sobre seu destino, mas aumenta a pressão para que o patrimônio seja vendido.
Embora não exista, até agora, autorização oficial para a demolição, o esvaziamento do teatro já representa a perda concreta de uma parte da cultura da cidade de São Paulo — que completou 472 anos ontem, dia 25.
O caso do Procópio Ferreira não é isolado. Ele se insere em um processo mais amplo de transformação da Rua Augusta, na região central, onde comércios tradicionais, casas de espetáculo e equipamentos culturais vêm sendo substituídos por empreendimentos residenciais, alterando de forma profunda a vocação histórica da região e impactando diretamente a produção cultural da cidade.
O próprio quarteirão onde o teatro está localizado passou por um esvaziamento acelerado, com imóveis sendo desocupados e demolidos.
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