A Amazon não quer só que você assista ao Prime Video. Quer que você compre filmes, assine outros serviços e encontre tudo o que quiser assistir sem precisar sair dali.
Vim à Cidade do México a convite da empresa para acompanhar o anúncio de mais de US$ 2 bilhões em investimentos na América Latina até 2030 e conversei com os executivos responsáveis pela estratégia de conteúdo e negócios do Prime Video na região.
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O que ouvi ajuda a entender por que uma empresa que nasceu vendendo livros pela internet está investindo tanto dinheiro em filmes, séries e direitos esportivos.
“Prime Video continua sendo uma empresa de varejo”, me disse Joab Galindo, diretor de Canais e Marketplace da plataforma.
A frase não é apenas uma comparação. A lógica que a Amazon construiu no e-commerce está sendo aplicada ao entretenimento — inclusive ao abrir espaço para que outras empresas vendam seus próprios serviços dentro do Prime Video.
E é aí que aparecem algumas contradições: a disputa para ser o lugar onde o público decide o que assistir, a relação com empresas que são ao mesmo tempo parceiras e concorrentes e até a tentativa de resolver uma reclamação recorrente de quem abre o Prime Video e não sabe exatamente o que está incluído na assinatura.
Tem bastante coisa por trás da ideia de transformar o Prime Video no “varejo do streaming”. É o que conto na nova coluna Na Sua Tela, no UOL.
