como ser Top Voice do LinkedIn

O LinkedIn deixou de ser currículo faz tempo

Eu cometi um erro: só olhei para quando estava desempregado, desesperado para pagar os boletos do mês. Não prestei atenção em minha marca pessoal no LinkedIn.

Isso foi há mais de dez anos. Na época, todo mundo via esta rede apenas como um Currículo Lattes corporativo. A ideia era manter o perfil atualizado e postar um novo emprego ou uma promoção. Quem sabe, alguma outra conquista. E, claro, mostrar que estava disponível para novas oportunidades.

Enquanto isso, empresas atualizavam suas páginas como se isso aqui fosse um mural de elevador.

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Aquele foi um momento complicado, em que as coisas demoraram para engrenar. Nesse processo, comecei a postar por aqui conteúdos que iam além do habitual. Instintivamente, percebi que o LinkedIn estava deixando de ser uma rede de currículos ou de atualização de empresas. Estava virando mídia.

Foi aí que percebi algo importante: para nunca mais ficar naquela mesma situação, eu precisava construir a minha própria autoridade. Posicionar meu nome como alguém que entende de comunicação, conteúdo, jornalismo, entretenimento e da própria mídia.

Eu na entrega dos Prêmios iBest 2025 -- no qual fui Top 20 Influenciador LinkedIn
Eu na entrega dos Prêmios iBest 2025 — no qual fui Top 20 Influenciador LinkedIn

Deu certo. E não digo isso apenas pelos quase 340 mil seguidores ou por ter entrado no Top 20 do Prêmio iBest. É que duas das minhas últimas experiências profissionais full-time surgiram a partir do próprio LinkedIn — e também já fui abordado proativamente por headhunters de grandes empresas dos setores em que atuo.

Tudo isso é para dizer que o LinkedIn de hoje se parece mais com TikTok e YouTube do que muita gente imagina. Isso aqui funciona cada vez mais na lógica dos creators, da comunidade e da atenção. A diferença — boa, por sinal — é que o texto ainda reina.

Isso ficou ainda mais evidente para mim recentemente, quando saiu a nova lista de Top Voices da plataforma. Porque, olhando para a trajetória de muita gente ali, existe um padrão relativamente claro: as pessoas não estão apenas “falando sobre trabalho”. Elas estão traduzindo transformações do mercado em linguagem humana.

Enquanto isso, ainda tem gente presa em 2012. Ou, no máximo, postando texto frio criado por IA.

Isso vale para as empresas também. Muitas seguem tratando a company page como aquele velho mural de elevador. É um trabalho competente, mas frio. Redes sociais são feitas por pessoas — e pessoas querem ver outras pessoas. Não por acaso, é justamente isso que o algoritmo privilegia.

Ok, o LinkedIn ainda parece uma rede de empregos. Mas, cada vez mais, funciona como uma disputa por atenção, relevância e interpretação — tanto para quem quer uma vaga quanto para quem quer fechar um negócio.

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