A Amazon vai investir mais de US$ 2 bilhões em audiovisual na América Latina nos próximos quatro anos — e diz que a discussão sobre regulamentação do streaming no Brasil não ameaça seus planos para o país.
Fui à Cidade do México a convite da empresa para acompanhar o anúncio desse investimento e entrevistei os executivos responsáveis pela estratégia de conteúdo do Prime Video na região. Perguntei diretamente se discussão sobre regulamentação do streaming no Brasil, que tem a cota de conteúdo nacional como um dos pontos mais sensíveis, é motivo de receio para a companhia.
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“Não acho que seja uma preocupação. Acho que é uma questão de chegar ao diálogo certo, à conversa certa, porque estamos investindo em produções locais”, disse Javiera Balmaceda, diretora de Originais Internacionais para América Latina, Canadá e Austrália do Amazon MGM Studios. E completou: “O governo brasileiro não deveria estar preocupado, porque estamos comprometidos.”
A declaração veio logo após a Amazon anunciar que pretende dobrar o número de produções originais na América Latina. No evento, também apresentou sete programas brasileiros para o próximo ano, todos com distribuição mundial.
Mas existe uma lógica de negócios por trás de onde esse dinheiro vai parar. Tomás Tejero, diretor regional do Prime Video para América Latina e Canadá, explicou que a Amazon acompanha diferentes indicadores para cada produção. “Algumas delas estão mais relacionadas à aquisição ou ao aumento de assinaturas que os programas nos trazem.”
E o sucesso não termina quando alguém assina. Ao falar sobre “Tremembé”, Tomás explicou o passo seguinte: “O que precisamos fazer é trabalhar para garantir que esses clientes continuem no Prime Video e também na assinatura do Amazon Prime”.
Na coluna desta semana, conto como aquisição e retenção entram na decisão sobre quais histórias produzir, por que o true crime ganhou tanto espaço entre os próximos originais brasileiros, o que a Amazon descobriu sobre quem mais se engaja com o Prime Video na América Latina — e onde pretende chegar no Brasil nos próximos anos.
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