Um casamento de mais de duas décadas acabou de terminar em divórcio. E o motivo foi o mercado concluir que, separados, os dois lados valem mais do que juntos.
Essa é a história por trás do anúncio desta semana: a Comcast confirmou a separação dos seus negócios, dividindo entretenimento de um lado e banda larga, telefonia e infraestrutura do outro. Duas empresas independentes. De um lado ficará a futura NBCUniversal, com Universal Pictures, NBC, Peacock, Sky, os parques e franquias como “Jurassic World”, “Minions” e “Velozes e Furiosos”. Do outro, a nova Comcast.
➔ Leia também: A mídia física perdeu o seu maior defensor
O que mais me chamou atenção foi perceber que essa separação não é consequência de uma decisão recente. É o desfecho de uma estratégia que o executivo Brian Roberts construiu ao longo de mais de vinte anos, apostando que a melhor forma de sobreviver à transformação da indústria era integrar tudo: internet, TV por assinatura, estúdio, streaming e parques temáticos.
Durante bastante tempo, essa tese pareceu funcionar. Só que faltou combinar com o Vale do Silício.
É justamente aí que a coluna desta semana entra: como essa engenharia empresarial foi construída, por que ela deixou de fazer sentido e o que isso revela sobre a pressão que Wall Street vem exercendo sobre os conglomerados de mídia.
➔ Vote em mim como Influenciador LinkedIn no Prêmio iBest 2026
E há uma pergunta que permanece aberta depois do anúncio, talvez mais interessante do que a própria separação: se a NBCUniversal passa a existir como uma empresa independente, ela também se torna, automaticamente, um ativo à venda? E, se a resposta for sim, quem ainda teria escala, dinheiro e autorização regulatória para comprar um pedaço desse tamanho de Hollywood?
Escrevi sobre esse quebra-cabeça na minha coluna no UOL, a Na Sua Tela. Leia clicando aqui.
