Há quase uma década, a TV Globo dizia alcançar 100 milhões de brasileiros por dia. Na estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026, reuniu 49,9 milhões — somando a emissora aberta, Sportv e Ge TV.
Isso é metade. Em um jogo do Brasil. Na Copa do Mundo.
Em 2017, a campanha “100 Milhões de Uns” era uma demonstração de força da TV aberta em um momento em que a internet prometia revolucionar a publicidade com segmentação e mensuração precisas. Hoje, reunir metade desse público ainda é notável e motivo, sim, de celebração.
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É que esses números falam sobre como a atenção se reorganizou, sobre quem passou a disputar esse espaço e sobre o que aconteceu com os outros 50 milhões de “uns” que não desapareceram, mas já não estão necessariamente diante da mesma tela – eles foram para Instagram, TikTok, YouTube e inúmeros outros lugares.
Tem também um dado do Ibope que ajuda a medir essa transformação: a estreia da nossa Seleção marcou 55,2 pontos no PNT em 2018, 51 pontos em 2022 e 33 pontos agora, em 2026.
Na minha coluna no UOL, a Na Sua Tela, escrevo sobre o que a Copa revela sobre a fragmentação da mídia, a disputa pelo tempo de atenção e o novo mapa do consumo de vídeo no Brasil.
