Walt Disney morreu em 1966 com um plano que talvez nenhuma outra empresa tenha conseguido executar por completo até hoje. Agora, a ideia é ir um passo além — criando o “Disney+ super app”.
The Walt Disney Company está empurrando sua plataforma para muito além do streaming. A ideia já discutida internamente pela companhia é transformar o Disney+ em uma espécie de centro digital de todo o ecossistema do grupo: filmes, séries, produtos, parques, hotéis, cruzeiros, games, esportes e experiências presenciais funcionando dentro da mesma lógica.
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Isso não surgiu do nada: a lógica já existia décadas antes do streaming. Em 1957, a própria Disney desenhou internamente um diagrama mostrando como cinema, televisão, quadrinhos, música, licenciamento e Disneyland funcionavam como partes de um mesmo sistema de retroalimentação. O chamado “Disney Flywheel”.
O streaming, nesse cenário, vira a engrenagem central – e sem intermediários. O mesmo lugar que cria a conexão emocional com o espectador já o transforma em consumidor de produtos com maior margem para a empresa.
E talvez os números mais recentes da companhia expliquem por quê: parques, cruzeiros, resorts e produtos representam 36,7% da receita da Disney, mas quase 57% de todo o lucro do grupo. O entretenimento, incluindo o streaming, fica bem abaixo disso.
No fim, o que o atual CEO Josh D’Amaro e seu antecessor, Bob Iger, parecem tentar fazer agora é digitalizar por completo uma lógica que Walt Disney começou a desenhar há quase 100 anos.
Mas nem tudo é perfeito. Talvez diga menos sobre a Disney e mais sobre os rumos da própria internet. Um cenário pouco animador para quem não está entre os grandes.
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