Hoje o UOL completa 30 anos, em uma história que se confunde com a minha. Mas esse caminho começou muito antes de eu ser um profissional.
Foi o CD do UOL que, ainda por volta de 1996, tornou possível o meu acesso à internet. Os jovens provavelmente não vão saber, mas dependíamos — além de uma placa de modem no computador — da instalação de um navegador e de um discador, além de um provedor.
Aquele disquinho apresentou todo um novo mundo para mim.
Um dos meus primeiros pontos de contato foi justamente o portal, que abria automaticamente ao acessar a internet. Ali surgiu um costume meu — e do meu pai — de sempre olhar as manchetes do UOL. Com o tempo, o que era hábito virou referência.
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Eu ainda não sabia, mas o bichinho do jornalismo já havia me picado. Aquela foi uma porta não só para matar todas as minhas curiosidades, mas também para começar a escrever, publicar e encontrar meu público. Minha produção de conteúdo na internet começou em 1998, quando eu ainda tinha 13 anos.
Tudo isso passando pela rede do UOL a uma velocidade de 33,6 kilobits por segundo. Eventualmente, eu dava um “ping” em www.uol.com.br no prompt de comando para saber se estava tudo certo com a conexão.
O tempo passou, mas escrever para o UOL sempre foi um sonho. Em 2022, ele deixou de ser — com uma coluna assinada, com meu nome ao lado de alguns dos nomes que eu literalmente cresci acompanhando.
Hoje, uma das alegrias do meu pai é entrar na home do portal e ver o filho ali. Não importa se já virou rotina, ele sempre faz questão de dar um print e me enviar.
Também é um orgulho para mim poder compartilhar o mundo da indústria e dos negócios do entretenimento na maior vitrine jornalística da internet brasileira.
Parabéns, UOL. Que venham mais 30 anos!
