A Versant Media é a prova de que ainda há quem aposte na TV paga em pleno 2026 — levando um belo tombo logo no começo do ano.
Você colocaria suas fichas em um negócio de televisão por assinatura agora? Foi exatamente essa a aposta feita pela empresa, recém-fundada nos Estados Unidos, que reúne canais tradicionais, carrega números robustos no papel e até conta com negócios digitais que, em tese, poderiam ajudar a construir um futuro para além do velho cabo.
Criada pela Comcast como um spin-off das propriedades de TV por assinatura da NBCUniversal, a Versant reúne marcas como E!, Syfy, USA Network e CNBC. Além disso, a nova empresa também herdou duas propriedades digitais interessantes: o Fandango (uma espécie de Ingresso.com dos EUA) e o Rotten Tomatoes.
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Os ativos da internet são a esperança para definir os rumos da companhia no médio prazo. O problema é que, ao menos por enquanto, a Versant segue fortemente atrelada a um mercado de TV paga que vive uma crise acelerada, além da dificuldade estrutural de reinventar marcas legadas em um ambiente dominado por streaming e vídeos curtos.
O resultado é um ceticismo crescente sobre o futuro do negócio — em um cenário que parece se deteriorar mais rápido do que muitos previam.
E o impacto pode ir além de uma única empresa. Há o risco de um efeito dominó em outros grandes grupos de mídia, incluindo a Warner Bros. Discovery, com reflexos até na disputa envolvendo Netflix e Paramount Skydance.
Conto tudo isso em detalhes na minha coluna Na Sua Tela, no UOL. Leia clicando aqui.
